Com atuação concentrada na seleção de Gir Leiteiro, criatório reúne genética, desempenho produtivo e participação em exposições e leilões que movimentam a pecuária de elite
Na pecuária de seleção, construir um rebanho de destaque exige muito mais do que criar bons animais. É um trabalho de longo prazo, baseado em genealogia, avaliação, reprodução e escolhas capazes de influenciar gerações futuras. É nesse cenário que a BrasVene e a MS Santa Fé vêm construindo seu espaço no mercado de genética bovina.
Com uma atuação especialmente ligada ao Gir Leiteiro, a operação tem entre seus principais nomes Uander Gleison Martins da Silva, identificado nos registros empresariais como sócio-administrador e também como criador e expositor de animais da seleção MS Santa Fé.
O trabalho ganhou visibilidade ao longo dos anos pela presença em exposições, catálogos de leilões e iniciativas comerciais voltadas à genética de animais leiteiros.
Mais do que criação, uma estratégia genética
O perfil da BrasVene resume sua proposta em uma frase: “A casa das grandes vacas”. A comunicação também destaca a busca por genética de raças leiteiras de excelência.
Por trás dessa identidade existe um modelo de negócio no qual cada animal representa mais do que sua aparência ou capacidade produtiva imediata.
Pedigree, linhagem, características raciais, produção de leite e capacidade de transmissão genética são alguns dos elementos que determinam o valor de um animal de elite.
É uma lógica diferente daquela da pecuária convencional.
Na seleção genética, o resultado de uma escolha pode aparecer não apenas no animal presente no curral, mas também em seus filhos, netos e nas gerações seguintes.
A presença de Uander Martins
Uander Martins aparece de forma recorrente nos registros oficiais da Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro (ABCGIL), tanto como criador quanto como expositor.
Essa participação revela uma atuação que vai além da administração empresarial. Existe envolvimento direto com a seleção e apresentação dos animais em competições especializadas.
A empresa Brasvene & MS Santa Fe Ltda. foi constituída formalmente em 2023, em Uberlândia, Minas Gerais, com atividade principal relacionada à criação de bovinos para leite e atividades secundárias que incluem criação de gado de corte e comércio de animais vivos. Uander Gleison Martins da Silva consta como sócio-administrador.
A formalização empresarial, porém, é posterior à presença da marca no circuito do Gir Leiteiro.
Materiais especializados já registravam a BrasVene e os irmãos Uervson e Uander Martins da Silva em atividades relacionadas à seleção da raça anos antes da abertura do CNPJ atual.
Animais que ajudam a contar essa história
Uma seleção genética se torna reconhecida também pelos animais que produz.
Entre os exemplares associados à MS Santa Fé estão nomes como Apone FIV MS Santa Fé, Abel FIV MS Santa Fé, Atena MS Santa Fé, Lenda FIV MS Santa Fé e Bianca FIV MS Santa Fé, presentes em resultados de exposições da ABCGIL.
O Apone FIV MS Santa Fé, por exemplo, aparece em resultado oficial como campeão do Campeonato Júnior Maior em uma das competições da entidade.
São resultados que ajudam a demonstrar como a seleção vem buscando combinar características de pista com atributos valorizados dentro da pecuária leiteira.
Da pista para os leilões
Outro indicador da força de uma genética é sua capacidade de chegar ao mercado.
Animais da seleção MS Santa Fé aparecem em catálogos e leilões especializados, levando consigo não apenas o indivíduo comercializado, mas toda a genealogia construída por trás dele.
Um dos exemplos encontrados é a Gina FIV MS Santa Fé, apresentada em 2021 em evento especializado e registrada como filha de Gengis Khan de Brasília e Dais FIV Alambari.
Também aparece em catálogo a Fofa FIV MS Santa Fé, cuja genealogia inclui Jaguar TE do Gavião e Dais FIV Alambari.
Esse mercado funciona a partir de uma premissa simples: quanto mais consistente for a genética, maior tende a ser o interesse de criadores que procuram incorporar determinadas características aos próprios rebanhos.
Desempenho produtivo
A genética, entretanto, não se sustenta apenas pelo pedigree.
O desempenho dos animais também é fundamental.
Em setembro de 2025, a Elba FIV MS Santa Fé venceu o Torneio Leiteiro da 62ª Expo Rio Preto. Segundo os resultados divulgados, a fêmea produziu 225,470 quilos de leite durante a competição, com média de 75,157 quilos.
Resultados como esse dão outra dimensão ao trabalho de seleção.
O animal deixa de ser apenas uma referência genética ou estética e passa a apresentar, em uma competição oficial, aquilo que está entre os principais objetivos da seleção leiteira: produtividade.
Presença no circuito nacional
A participação da BrasVene e da MS Santa Fé também alcançou eventos de grande importância para a pecuária brasileira.
Em 2022, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) incluiu o Shopping O Futuro do Gir Leiteiro, realizado na sede da BrasVene e MS Santa Fé, na programação comercial da ExpoZebu.
A presença nesse circuito coloca o criatório diante de um público formado por criadores, investidores e profissionais especializados.
É nesse ambiente que genética e negócios se encontram.
Uma atividade construída para o longo prazo
Existe uma característica particular no trabalho desenvolvido por criadores de genética.
O resultado não pode ser medido apenas pelo que acontece em um determinado ano.
Uma matriz selecionada hoje pode gerar descendentes que serão avaliados e comercializados muitos anos depois. Da mesma maneira, um reprodutor pode influenciar um rebanho inteiro por meio de seus descendentes.
Por isso, a seleção genética exige uma visão que ultrapassa o ciclo imediato.
É necessário acompanhar famílias, cruzamentos, características produtivas e resultados das gerações seguintes.
A trajetória da MS Santa Fé dentro das pistas e dos catálogos de leilões mostra justamente essa construção.
Genética como patrimônio
Em um mercado cada vez mais profissionalizado, genética passou a ser tratada como um ativo estratégico dentro da pecuária.
O criador que compra uma matriz ou um reprodutor de alto padrão não está necessariamente adquirindo apenas um animal. Está incorporando ao seu plantel uma determinada combinação genética que pode influenciar sua produção futura.
Essa característica explica a importância dos registros genealógicos e dos resultados obtidos em exposições e torneios.
No caso da BrasVene e da MS Santa Fé, a presença de animais em diferentes momentos desse circuito ajuda a construir uma identidade própria dentro do Gir Leiteiro.
Entre tradição e mercado
A pecuária brasileira atravessa uma fase de profissionalização crescente, na qual tecnologia reprodutiva, seleção genética e gestão caminham lado a lado.
Nesse cenário, criatórios especializados passaram a ocupar uma posição estratégica.
O trabalho deixa de ser apenas produzir animais e passa a envolver a construção de famílias genéticas capazes de atender às necessidades de outros produtores.
É nesse ponto que a história da BrasVene e da MS Santa Fé ganha relevância.
A marca construiu sua presença em um segmento no qual reputação não se estabelece de um dia para o outro. Ela depende de animais, resultados, descendência e da confiança de outros criadores.
Um projeto que olha para as próximas gerações
A história da BrasVene e da MS Santa Fé é, sobretudo, uma história de continuidade.
Os animais que hoje estão nas pistas, nos catálogos e nos programas de seleção carregam o resultado de decisões tomadas em gerações anteriores e, ao mesmo tempo, representam o material genético que poderá formar os rebanhos do futuro.
É essa perspectiva que diferencia a pecuária de seleção.
Mais do que criar grandes vacas, o desafio é construir uma genética capaz de permanecer. E é justamente nesse trabalho silencioso, feito entre escolhas, cruzamentos, pistas, números e gerações, que BrasVene e MS Santa Fé vêm buscando consolidar seu nome no mercado brasileiro do Gir Leiteiro.





